Ozonioterapia – Saiba o que é e como trabalhar nessa área

A ozonioterapia é um procedimento terapêutico que aplica gases de oxigênio e ozônio em diversas áreas do corpo. A ideia é trata doenças. No entanto, é um procedimento invasivo e que exige muito cuidado na hora da aplicação.

Por isso, é indicado apenas para profissionais qualificados e que possuem conhecimento sobre a dosagem e a aplicação ideal em cada paciente. Se você é um profissional da saúde que se interessa por esse tema, continue lendo.

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Foto: (reprodução/internet)

A história da ozonioterapia

Tudo começou em 1840 quando o químico Friedrich Schonbein, da Alemanha, descobriu o ozônio. De lá para cá, a medicina toda tem se desempenhado em descobrir novos usos para o ozônio. Inclusive, os profissionais da saúde.

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Com o tempo, a ozonioterapia começou a ser testada e hoje é vista como opção para tratar patologias inflamatórias e infecciosas, além de ter fins estéticos e no tratamento de doenças circulatórias também. 

E ainda considerando a história, esse procedimento começou a ser usado durante a I Guerra Mndial (1914 – 1918), quando soltados usaram para tratar feridas. Já no século seguinte, também foi usado no combate de bactérias e germes. 

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Os avanços da ozonioterapia

Mais tarde um pouco, em 1935, Erwin Payr usou dentro da área do tratamento dos dentes. E criou o documento “o tratamento com ozônio na cirurgia”. Ele é um professor em Leipzig e cirurgião austríaco de respeito.

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Assim, se iniciou o tratamento com ozonioterapia que conhecemos até hoje. Sendo que 4 décadas depois, no Brasil, Heinz Konrad, iniciou a prática em sua clínica. Já na década de 1990, a prática foi levada para outros estados e hoje está disponível em cursos e congressos.

Entendendo a ozonioterapia

O ozônio é um gás que tem 3 átomos de oxigênio. Na medicina, ele é visto como um gás importante por ter propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e antissépticas. Outro ponto positivo dele é que atua no fortalecimento do sistema imunológico.

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E já nesse primeiro tópico temos que dizer uma coisa: o tratamento com o ozônio não é indicado para pessoas que tenham deficiências relacionadas com a enzima G6PD. Ela causa destruição em massa das hemácias, que são células sanguíneas e transportam sangue. 

Ainda como sistema de alerta, considere que no Brasil a técnica é autorizada. Porém, o mesmo não acontece em outras nações, como Cuba, que opta por não autorizar o tratamento devido a falta de comprovação cientifica.

A ozonioterapia no mundo

Como comentamos sobre algumas regiões, vamos falar de forma mais abrangente agora. Além do Brasil, nas Américas, a técnica é aceita e reconhecida em países como Argentina, Peru, Colômbia, Equador e Honduras – além de 23 estados americanos.

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Já na Ásia, a China usa o procedimento há mais de 20 anos. Além dela, Japão, Índia, Rússia e Dubai também aceitam o tratamento feito com o ozônio. O mesmo vale para alguns países africanos, como é o caso da África do Sul e do Egito. 

A ozonioterapia serve para tratar quais doenças

No começo da pandemia, o prefeito de As Itajaí, em Santa Catarina, no Brasil, chegou a recomendar o uso da ozonioterapia para tratar a Covid-19. E o assunto virou manchete de vários jornais do país. 

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O fato é que sim, esse tipo de procedimento já era conhecido para tratar os vírus SARS. Além dele, também era bem-visto como tratamento complementar e terapêutico de doenças do coração, além da artrite, câncer, degeneração muscular, sistema imunológico.

Além das doenças respiratórias. Isso porque o uso do gás vai contra a proliferação do vírus, das bactérias e dos fungos em lugares de ambientes fechados. É uma espécie de limpeza que funciona de forma mais rápida e mais eficiente para combater essas doenças respiratórias.

A ozonioterapia para o emagrecimento

Um dos novos usos da ozonioterapia é para o processo de emagrecimento. Isso porque alguns especialistas da saúde dizem que quando a pessoa está acima do peso ela está inflamada. Ou seja, tem a inflamação crônica subclínica do tecido adiposo branco.

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Logo, o ozônio é um grande anti-inflamatório, servindo como forma de oxigenar o corpo e eliminar as toxinas. Então, a partir dessa teoria, acredita-se que o tratamento como ozônio também ajuda no processo de emagrecimento, sendo um agente lipogênico. 

Mas, vale lembrar que é preciso fazer consultas antes da aplicação e estar a par de um profissional especializado no tratamento com ozônio. Até mesmo porque é um tratamento alternativo e complementar, que só faz sentido quando usado em conjunto com outros.

Quem pode aplicar a ozonioterapia

Por se tratar de um tratamento alternativo, todos os profissionais da saúde podem aplicar, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, dentistas, farmacêuticos e biomédicos. Aliás, médicos veterinários também aplicam em animais.

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E precisa ser da área da saúde. Isso porque a aplicação do gás é feita com injeção subcutânea, por auto-hemotransfusão, aplicação externa ou através de óleos ozoniados. Ou seja, como há vários caminhos, a especialização e o conhecimento se fazem necessários. 

A prática complementar tem trazido muitos benefícios aos pacientes de várias especialidades. Além disso, é uma forma que o profissional da saúde tem de conseguir um ganho financeiro mais elevado, já que a ozonioterapia complementa a renda. 

Os tipos de aplicações

Citamos um pouco de como e onde aplicar o ozônio durante o tratamento. Mas, usamos termos que são técnicos. Então, agora, de forma breve, vamos falar disso. A aplicação diretamente no tecido acontece na pele, através de uma cobertura em feridas, por exemplo.

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Já a intravenosa é aquela que é para doenças internas, como HIV, entre outras. O procedimento, nesse caso, retira o sangue do paciente, que se mistura com o gás ozônio e é devolvido ao corpo. Nesse caso, há um risco, de embolia, pela formação de bolhas.

Uma próxima opção é a intramuscular, que pode ser através de injeções. Assim, o gás ozônio é mistura com o oxigênio antes de ir para o corpo humano. 

Onde se especializar em ozonioterapia

Tudo vai depender de onde você está. No Brasil, por exemplo, não há cursos de ozonioterapia que são de longa duração. Assim, eles são de curta duração. Ou, mais do que isso, são incluídos como disciplinas na grade curricular de cursos da área da saúde.

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Para quem já se formou e não tem conhecimento, a ideia é buscar o curso livre de ozonioterapia, que pode valer como uma pós-graduação. Esse tipo de curso de especialização tem duração de 6 meses, certificado e comprovante de formação.

Lembrando ainda que em alguns casos, dependendo da aplicação, pode se fazer necessário a compra de equipamentos específicos para a aplicação.

A Associação Brasileira de Ozonioterapia (ABOZ)

No Brasil, há uma Associação por trás desse tipo de tratamento. Assim, quem se interessa pelo estudo deve considerar que essa associação serve para regular o mercado. Então, uma boa ideia é ver se os cursos são autorizados por ela, por exemplo. 

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Outra coisa bacana é saber que praticamente todos os profissionais da saúde podem fazer o uso dessa técnica, desde que tenham o conhecimento. E, nos últimos anos, isso tem aberto um grande campo para fisioterapeutas, enfermeiros e profissionais da estética. 

Afinal, como já mencionamos, várias doenças podem ser tratadas com essa técnica. Além disso, dá para fazer cursos rápidos e se especializar no assunto. Ainda mais que o SUS (Sistema Único de Saúde) tem uma Política Nacional de Práticas Alternativas. 

O papel de cada profissional, conforme o conselho de classe

A ABOZ tem um documento que cita a regulamentação da ozonioterapia, sendo que explica o que cada profissional pode fazer ao usar essa técnica alternativa. Por exemplo, o cirurgião dentista pode usar em todos os procedimentos. Já o enfermeiro usa nas feridas. 

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O pessoal da farmácia pode praticar de forma integrativa e complementar. E na biomedicina no assunto da “Atenção à Saúde”. Os profissionais da fisioterapia usam como práticas integrativas e na medicina veterinária em animais de pequeno ou grande porte.

Tudo isso está explicado em detalhes no site da ABOZ. Curiosamente, considere que o tratamento pode ser gratuito ou não. Há casos onde os médicos cobram até R$ 5 mil para 20 sessões. Mas, em outras situações dá para incluir no plano médico ou convenio de saúde. 

Os efeitos colaterais da ozonioterapia

Algumas pessoas que já passaram pelo tratamento e tiveram efeitos colaterais contam sobre os sintomas que são semelhantes ao da gripe. Já em outros casos, a aplicação pode ser via retal e, nessa situação, há o incomodo causado pelo desconforto ou gases em excesso.

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Lembrando ainda que o ozônio jamais deve ser inalado porque pode queimar a garganta, provocar tosse, náuseas, vômitos e até mesmo dores de cabeça. Só para terminar o texto, saiba que ainda não existe comprovação da ozonioterapia para o tratamento da Covid-19.

As mortes com a ozonioterapia

A gente também deve comentar que, com base em estudos da ABOZ, a ozonioterapia é um tratamento médico alternativo muito seguro, já que tem apenas 0,0007% de risco de complicação. 

Além disso, o risco de morte associado ao tratamento é de 0,0001%. Sendo que na literatura médica, até hoje, apenas 7 casos de óbito estão relatados com associação a ozonioterapia. 

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